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Governador Wilson Witzel (PSC) é alvo da “Operação Placebo”, da Polícia Federal

Autorizada pelo STJ, operação fez buscas em 12 endereços para dar prosseguimento a investigação de desvio de recursos públicos em hospitais de campanha do Rio.

A Polícia Federal (PF) iniciou na manhã desta terça-feira (26) a Operação Placebo, sobre suspeitas de desvios de recursos públicos da saúde, na construção de hospitais de campanha para ampliar o atendimento em meio a pandemia de coronavírus. São 12 mandados de busca e apreensão, um deles no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC), e outro na casa onde ele morava quando ainda era juiz, no Grajaú.

Segundo os investigadores a organização social Iabas foi contratada de forma emergencial pelo governo do estado para construir e administrar sete hospitais de campanha, em um contrato no valor de R$ 835 milhões cercado de irregularidades.

A investigação aponta ainda “vínculo bastante estreito e suspeito” entre a primeira-dama e as “empresas de interesse de Mário Peixoto” — o empresário, dono de fornecedoras para governos, foi preso na Operação Favorito, no último dia 14. O empresário nega qualquer ligação irregular.

Helena Witzel, que possui um escritório de advocacia, tem um contrato de prestação de serviços com a DPAD Serviços Diagnósticos, segundo a investigação. O MPF relata ainda comprovantes de transferência de recursos entre a empresa. A investigação localizou um e-mail de um dos investigados com “documentos relacionados a pagamentos para a esposa do governador Wilson Witzel”. Não há, no material, o valor que teria sido pago à primeira-dama pelos investigados.

As empresas de Peixoto têm contrato com o governo desde a gestão de Sérgio Cabral (MDB) e os mantêm na de Witzel. Segundo o Ministério Público Federal, a manutenção dos acordos se deu por meio do pagamento de propina.

Governador  Wilson Witzel (PSC) nega irregularidades

Indigna-me o fato de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento. A interferência anunciada pelo presidente da república está oficializada, disse o Governador Wilson Witzel em suas redes sociais.

‘A interferência anunciada pelo presidente da República [na Polícia Federal] está oficializada’, respondeu.

Fonte: G1 / TV Globo / Veja

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